Associated Press
De Kampala
A polícia investiga a morte de centenas de membros de um culto fundado por uma ex-prostituta e, ontem, descobriu mais corpos em uma fossa no galpão do grupo. O ministro de Interior de Uganda, Edward Rugumayo, disse que além dos 330 corpos carbonizados encontrados pelos policiais, outros cinco foram vistos por um buraco em uma fossa na parte externa da igreja. As informações sobre o número variou de 235 a 600.
‘‘Estes são os que pudemos contar’’, disse Rugumayo, referindo-se aos restos carbonizados das vítimas. A polícia encontrou os corpos de 78 crianças. Em Kanungu, prisioneiros cavaram um longo corredor e um guindaste colocou a massa carbonizada dos corpos em uma vala comum.
‘‘O que fica de tudo isso é que as autoridades nunca suspeitaram de nada’’, disse Rugumayo. Ele contou que a seita, fundada por Cledonia Mwerinde, uma ex-prostituta de 40 anos que construiu a capela no túmulo de seu pai, possuía cerca de mil membros. ‘‘Há ainda membros da seita em outros distritos e eles estão sendo procurados’’, afirmou Rugamayo, acrescentando que a polícia fecharia todos os templos restantes da seita.
Rugamayo disse que, até ontem, só havia sido possível identificar os corpos dos líderes do culto como Mwerinde; Joseph Kibweteere, de 68 anos, também conhecido como ‘‘o profeta’’; e os ex-padres católicos Dominic Kataribabo, de 32 anos, Joseph Kasapurari, de 39, e John Kamagara, de 69.

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