Corpos de bebês foram usados para experiência
Milhares de corpos de bebês nascidos mortos foram utilizados, sem que seus pais soubessem, para experiências nucleares nos Estados Unidos a partir dos anos 50, segundo documentos britânicos até agora secretos que caíram no domínio público. Em Hong Kong e na Austrália, as autoridades de saúde abriram uma investigação sobre este caso, que foi revelado no último final de semana pela revista londrina The Observer.
Segundo a revista, pelo menos 6 mil cadáveres de bebês procedentes de hospitais de Hong Kong, Austrália, Grã-Bretanha e América do Sul foram enviados aos Estados Unidos. Os pequenos cadáveres eram utilizados em experiências realizadas pelo departamento norte-americano de Energia para medir o nível de radioatividade de um isótopo, afirma a revista britânica.
Há informações de que as experiências começaram em 1955 por iniciativa do cientista Willard Libby da Universidade de Chicago que pediu um grande número de cadáveres, preferencialmente de bebês recém-nascidos, para medir os efeitos da chuva radioativa.





