Bagdá - O exército americano espera o exame de DNA que confirme a identidade do terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, morto na quarta-feira em um ataque aéreo ao norte de Bagdá, enquanto continua a vigilância por novos atentados de seu grupo, a rede terrorista Al-Qaeda no Iraque.
''O FBI (polícia federal americana) faz os exames e o resultado é esperado em dois dias'', informou ontem um porta-voz do exército americano, o comandante William Wilhoite. ''Disseram-nos ontem (sexta-feira) que os resultados estariam prontos em três dias'', acrescentou.
Na noite de quarta-feira, dois F-16 americanos lançaram bombas contra uma casa da cidade de Hibhib, perto de Baaquba, 60 km ao norte de Bagdá, causando a morte de Zarqawi, o homem mais procurado do Iraque, por cuja cabeça os Estados Unidos havia colocado um prêmio de 25 milhões de dólares.
Cinco pessoas morreram com ele, entre elas três mulheres, segundo o exército americano. De acordo com as forças americanas, o líder da Al-Qaeda no Iraque sobreviveu ao ataque aéreo e estava consciente a ponto de se levantar e tentar fugir na chegada dos soldados americanos ao local, depois do ataque.
A Interpol anunciou que pediu que fosse informada sobre as impressões digitais tiradas de Abu Musab al Zarqawi, de 39 anos, para poder confirmar sua identidade.
O comandante da Força Multinacional no Iraque informou na quinta-feira, ao anunciar a morte do inimigo público número um no Iraque, que estas forças puderam identificar Zarqawi a partir das digitais, seu rosto e suas cicatrizes. Uma foto de Zarqawi morto foi apresentada à imprensa.
A rede terrorista Al-Qaeda confirmou em um site islâmico na internet sua morte, ao mesmo tempo em que se comprometeu a continuar o combate contra as tropas americanas no Iraque.
Agora, as atenções parecem se voltar para um egípcio, Abu Ayub Al-Masri, apresentado pelos americanos como o provável sucessor de Zarqawi. Al Masri se encontrou com Zarqawi em um campo de treinamento da Al-Qaeda no Afeganistão, segundo o general William Caldwell, porta-voz do exército americano no Iraque.
O exército americano ofereceu uma recompensa de 50.000 dólares por informações que levem Al Masri, suspeito de ter fugido de Fallujah (oeste de Bagdá) com Zarqawi, durante o cerco à cidade pelo exército americano em 2004.
Foram detidos suspeitos, entre eles um iraquiano, que disse ter alugado sua casa para Zarqawi, acreditando que era o chefe de uma família afugentado pela violência no Iraque.

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