Corpo de diplomata é levado para Genebra
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domingo, 24 de agosto de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Cerca de mil pessoas foram ao velório do alto comissário das Nações Unidas Sérgio Vieira de Mello, morto na terça-feira em Bagdá, entre a manhã de sábado e a tarde de ontem, no Rio. O corpo do diplomata foi embarcado às 15 horas para Genebra num avião da Força Aérea Brasileira e o enterro está previsto para ocorrer na próxima quinta-feira, no Cemitère des Roix, na cidade suíça.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que veio ao Brasil acompanhar o velório de Vieira de Mello, deixou o País ontem, às 18 horas, num vôo com destino a Nova York. ''O povo do Iraque precisa de nós, quer que nós fiquemos. Nós não vamos deixar que fanáticos violentos que levaram Sérgio ditem o que acontece no Iraque'', disse, antes de deixar o Rio.
Annan repetiu que a ONU vai continuar o trabalho iniciado por Vieira de Mello. Por fim, disse que está em estudo a transformação das forças de coalizão em um grupo multilateral que seria liderado pela ONU, mas ressaltou que a questão ainda está sendo discutida.
Numa curta entrevista, a ex-mulher do comissário, Annie Vieira de Mello, afirmou que ''queria que todos compreendessem que não vamos roubar o Sérgio''. ''Ele antes de tudo era cidadão do mundo. Seu coração era brasileiro, claro, mas ele fez a escolha de ter a família perto de Genebra'', explicou, emocionada.
Annie afirmou que a viagem ao Brasil foi ''penosa'' para ela e os filhos, Laurent e Adrian. ''Mas, apesar das circunstâncias, achamos que seria justo que o Sérgio pudesse vir a esta terra para se despedir do povo brasileiro''.
Às 13h20, o caixão deixou o salão nobre do Palácio da Cidade. Um cortejo de cerca de 30 veículos acompanhou o corpo até a Base Aérea do Galeão. A ex-mulher e os filhos de Vieira de Mello embarcaram no mesmo avião da FAB.
A missa de sétimo dia em memória do diplomata está marcada para terça-feira, às 19 horas, na Igreja da Ressurreição, em Copacabana.


