PEQUIM - A cerimônia fúnebre do arquiteto das reformas na China, Deng Xiaoping, será realizada terça-feira, a partir das 10 horas locais, com a presença de 10 mil pessoas (em sua maioria dirigentes de todo o país) no Grande Salão do Povo, em Pequim.
Mas, a pedido expresso da família de Deng, que abominava o culto da personalidade em torno do antecessor Mao Tsé-tung (a múmia do Grande Timoneiro está num mausoléu, como Vladimir Lenin em Moscou), o corpo do líder será cremado antes da cerimônia. Em vez do corpo, como ocorreu nos funerais de Mao, os dirigentes convidados só verão a urna com as cinzas de Deng, coberta por uma bandeira da China.
A vontade do líder das reformas será cumprida à risca. Suas cinzas serão jogadas ‘‘aos mares que rodeiam a China’’, como dispôs a família. Mas antes da cremação, as córneas de Deng serão retiradas, assim como seus órgãos, para ‘‘ficar à disposição da ciência’’, como determina a carta dos parentes do líder, expressando a vontade dele.

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