Mendoza, Argentina - As equipes de salvamento resgataram, no início da tarde de ontem, o corpo do dentista brasileiro Eduardo Silva, 40, morto durante descida do pico do Aconcágua, na Argentina. Silva morreu na sexta-feira, horas após chegar ao topo da montanha (6.959 metros), o maior pico das Américas.
O corpo foi levado para o IML de Mendoza, onde aguardava a mulher do dentista, a jornalista Rita de Cássia Bragatto, 35. Ela acompanhava o marido na escalada e entrou em choque durante a descida do pico. A jornalista foi resgatada de helicóptero no sábado, recebeu acompanhamento médico e passa bem.
Rita teria sido encontrada com sintomas de desidratação e congelamento, informou Leopoldo León, diretor de Recursos Naturais Renováveis da Província de Mendoza, onde se ergue o Aconcágua. Acredita-se que o dentista tenha sofrido um problema cardio-respiratório.
O casal, morador de Sorocaba (SP), alcançou o cume do Aconcágua às 23h (horário local) de quinta-feira e desceu 200 metros até a chamada Canaleta, onde parou para descansar, pois já notavam sinais de congelamento, informou o jornal 'Los Andes de Mendoza'.
O guia norueguês Lars Oslo, que subia a montanha com um grupo, encontrou os alpinistas brasileiros na sexta-feira, no mesmo local, e avisou por rádio os guardas-florestais e a patrulha de resgate. Os grupos de salvamento subiram para ajudar o casal, mas Eduardo Silva já apresentava complicações que o levaram à morte, supostamente por parada cardíaca, pouco antes de chegar ao acampamento 'Berlim'', a 6.100 metros de altura.
O casal se preparava para a escalada havia sete meses. Segundo o Consulado Brasileiro na Argentina, eles já haviam praticado alpinismo.

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