As primeiras conversações diretas entre as rivais Coréias do Norte e do Sul em quatro anos foram estancadas ontem. O governo norte-coreano insiste em receber primeiro ajuda em fertilizantes para sua crise de alimentos antes de fazer qualquer concessão para que famílias separadas durante a guerra possam se reunir novamente. Funcionários sul-coreanos prometeram permanecer em Pequim, onde estava sendo realizada a reunião, até amanhã e os norte-coreanos aguardam instruções de Pyongyang.
A intransigência e a hostilidade que caracterizaram as relações entre os dois países desde a guerra mantida por eles (1950-1953), aparentemente ofuscaram a boa vontade das partes em resolver as questões consideradas mais importantes.
O negociador norte-coreano, Chun Kum Chul, disse que a Coréia do Norte, em seu terceiro ano de falta de alimentos, precisa urgentemente de 500 mil toneladas de fertilizantes ainda este mês, mas a Coréia do Sul ofereceu somente 200 mil toneladas, uma quantidade que Chun considerou ‘‘não generosa’’.
CondiçãoO vice-ministro sul-coreano de Unificação, Jeong Se-hyun, disse que o fertilizante só seria entregue se Pyongyang marcasse uma data para criar um centro de reunião no vilarejo fronteiriço de Panmunjom para que as famílias pudessem procurar por seus parentes.
A diretora do Programa Alimentar Mundial da ONU, Catherine Bertini, pediu ontem ao Japão que dê ajuda adicional à Coréia do Norte. Mas os japoneses não têm intenção de dar mais alimentos por causa de dez de seus cidadãos que desapareceram há alguns anos e se acredita terem sido sequestrados por agentes norte-coreanos.

mockup