Coréia promete suspender mísseis
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terça-feira, 24 de outubro de 2000
Associated Press De Pyongyang 
Buscando reconciliação com os Estados Unidos, a Coréia do Norte indicou que não irá mais lançar mísseis de longo alcance, disseram ontem autoridades americanas depois de dois dias de históricas conversações de alto nível.
A secretária de Estado Madeleine Albright afirmou que levou a sério declarações do líder norte-coreano Kim Jong Il feitas de improviso durante uma exibição de ginástica dando conta de que iria evitar tais lançamentos.
Kim levantou a questão dos mísseis na noite de segunda-feira, quando uma imagem de um míssil Taepodong I apareceu numa tela ante a platéia. Ele comentou que aquele era o primeiro lançador de satélite e seria o último, disse ela.
Perguntada se ela interpretou a declaração como uma promessa de moratória permanente no lançamento de mísseis, Albright respondeu: Levei o que ele falou tão a sério quanto o seu desejo de avançar para resolver várias questões.
Um funcionário do Departamento de Estado, pedindo para não ser identificado, afirmou após Albright e Kim encerrarem suas conversações que o líder da Coréia do Norte estava aberto a sérias restrições na questão dos mísseis.
Um míssil não pode atingir os EUA a menos que vá para o espaço, disse o funcionário. Assim, em relação ao míssil com o qual estamos realmente preocupados, ele prometeu nunca mais lançar de novo.
Mas os diplomatas não ofereceram novos detalhes sobre as palavras trocadas entre Kim e Albright em suas seis horas de conversações, incluindo se sua garantia se refere a todos os mísseis que poderiam ser usados contra outros países.
Muitos analistas dentro e fora do governo estão convencidos de que a Coréia do Norte já tem capacidade para lançar mísseis que atingiriam até os Estados Unidos.
Esta preocupação tem sido a principal impulsionadora da proposta de construção de um sistema nacional de defesa antimíssil. A Coréia do Norte já concordou em congelar seu programa de armas nucleares e de parar de vender mísseis para regimes que os Estados Unidos consideram hostis.
Albright disse que iria informar o presidente Bill Clinton do resultado de suas conversas e ele irá decidir se o momento é apropriado para ele visitar a Coréia do Norte.
Brindando com Kim no sun© tuoso Salão da Magnólia, onde ele ofereceu um jantar, Albright despertou para a inusitada situação em que se encontrava - uma visita cordial a um território comunista que até recentemente os Estados Unidos consideravam um Estado pária.


