Seul - A Coreia do Sul executou nesta segunda-feira, por cerca de duas horas, manobras militares com munição real, apesar das ameaças da Coreia do Norte, na ilha perto da fronteira que Pyongyang bombardeou em novembro e recebeu críticas abertas da Rússia e veladas por parte da China, temerosas de uma escalada bélica.
Mas a Coreia do Norte parece disposta a aplacar os temores provocados por suas ameaças. Segundo a agência oficial KCNA, o Exército do país comunista, que tem armamento nuclear, considerou que não valia a pena reagir às manobras.
As manobras aconteceram em um momento de tensão, iniciado com o ataque da Coreia do Norte em 23 de novembro contra esta ilha situada no Mar Amarelo, a 12 km das costas norte-coreanas, perto do limite marítimo fixado pela ONU após a Guerra da Coreia (1950-1953). Quatro pessoas, dois militares e dois civis, morreram no bombardeio.
Os civis de Yeonpyeong (moradores, funcionários do governo e jornalistas) e de outras quatro ilhas vizinhas passaram boa parte do dia em refúgios, por ordem do Exército.
A China, único aliado importante dos norte-coreanos, pediu calma nesta segunda-feira e criticou Seul, ao afirmar que ''ninguém tem o direito de provocar ou pregar por um conflito''.

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