Seul - A Coréia do Norte reafirmou ontem que possui a bomba atômica para se proteger dos Estados Unidos, que acusou de desejar derrubar seu governo, rejeitando a retomada das negociações sobre seu programa nuclear.
O regime de Pyongyang havia anunciado pela primeira vez em outubro de 2003 que possuía ''uma força nuclear dissuasiva''. O ministério norte-coreano das Relações Exteriores explicou ontem que seu país decidiu reforçar seu arsenal nuclear frente a hostilidade do segundo mandato do presidente George W. Bush.
''Já nos retiramos do Tratado de Não Proliferação (TNP) e temos fabricado armas atômicas por medida de autodefesa diante da política cada vez menos oculta da administração Bush de isolar e asfixiar a República Democrática Popular da Coréia'', afirma um comunicado da chancelaria citado pela agência oficial KCNA.
O documento acrescenta que Pyongyang decidiu não participar, por tempo indefinido, nas negociações entre seis países sobre suas ambições nucleares. A comunidade internacional esperava a retomada do diálogo suspenso há cinco meses.
Em uma declaração clara sobre seu programa nuclear militar, a Coréia do Norte acrescenta que ''reforçará seu arsenal de armas nucleares'' para defender seu sistema político.
Os Estados Unidos estão convencidos que o regime de Pyongyang prossegue seu programa de armamento nuclear, no momento em que as conversações multilaterais sobre a crise nuclear estão paralisadas, declarou em Tóquio um alto funcionário americano. ''A falta de avanço nas conversações a seis significa que eles aproveitam para avançar a uma capacidade maior de seus armamentos'', disse John Bolton, subsecretário de Estado americano encarregado do controle de armamentos e da segurança internacional.

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