Coreia do Norte consagra novo líder diante de militares
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
France Presse 
Seul - A Coreia do Norte proclamou como ''líder supremo'' o filho e sucessor de Kim Jong-il, Kim Jong-un, ontem em uma grande concentração militar em homenagem ao dirigente falecido.
''O grande coração do camarada Kim Jong-il parou de bater'', declarou o presidente da Assembleia Popular, Kim Yong-nam, que exerce a função cerimonial de chefe dl Estado, em um discurso pronunciado para dezenas de milhares de soldados na Praça Kim Il-sung de Pyongyang.
Muitos civis também compareceram ao local, segundo imagens exibidas pela televisão estatal. ''Uma partida tão inesperada e precoce é a maior perda, inimaginável, para nosso partido e a revolução'', afirmou Kim Yong-nam, que ressaltou a contribuição do dirigente falecido para ''a paz e a estabilidade mundial no século XXI''.
Ao lado do presidente da Assembleia estava Kim Jong-un, filho mais novo e sucessor de Kim Jong-il. ''O respeitado camarada Kim Jong-un é o líder supremo de nosso partido e do Exército, herdou a inteligência, a capacidade de comando, o caráter, o senso moral e o valor de Kim Jong-il'', completou Kim Yong-nam.
Vários comandantes militares estavam presentes no palanque, incluindo o chefe do Estado-Maior, Ri Yong-ho, e o ministro das Forças Armadas, Kim Yong-chun. A cerimônia na praça Kim Il-Sung terminou com a interpretação da ''Internacional'' por uma orquestra militar e por uma salva de 20 disparos de canhão.
Três minutos de silêncio foram respeitados em seguida na Coreia do Norte, pontuados pelas sirenes de barcos e locomotivas do país. A solenidade encerrou o luto nacional de 13 dias em memória de Kim Jong-il, dirigente do país durante 17 anos, que faleceu em 17 de dezembro.
Na quarta-feira foi organizado um cortejo fúnebre diante de milhares de pessoas na capital do país. A comitiva do cortejo, durante o qual Kim Jong-un caminhou ao lado do veículo com o caixão do pai, também contava com comandantes militares.


