Coréia do Norte cede às pressões em troca de ajuda
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
France Presse 
Pequim- A Coréia do Norte aceitou ontem fechar suas instalações nucleares, principalmente o maior reator nuclear do país, em Yongbyon, nos próximos 60 dias, em troca de uma considerável ajuda energética, após um acordo anunciado, em Pequim, para que o país comunista abandone as atividades atômicas.
Já os Estados Unidos se comprometeram a começar, dentro de dois meses, a retirar a Coréia do Norte da lista de países que apóiam o terrorismo e a suspender as sanções comerciais, como parte do acordo assinado nas conversações multilaterais realizadas em Pequim.
O negociador chinês, Wu Dawei, anunciou que depois de seis dias de negociações entre Estados Unidos, as duas Coréias, China, Rússia e Japão, os participantes chegaram a um acordo para uma declaração conjunta. ''Esta sessão de conversações obteve um importante consenso sobre a aplicação das primeiras medidas, o que levou ao êxito das discussões'', declarou ao fim das discussões.
Wu Dawei afirmou que a Coréia do Norte receberá o equivalente a um milhão de toneladas de combustível se fechar definitivamente as instalações nucleares.
Em uma primeira fase, o país receberia 50.000 toneladas de combustível pelo fechamento do principal reator, o de Yongbyon, e por permitir a entrada dos inspetores da ONU no país nos próximos 60 dias.
Além disso, Washington e Pyongyang concordaram em iniciar discussões com o objetivo de estabelecer relações diplomáticas, segundo o comunicado conjunto assinado pelos seis países.
A Coréia do Norte foi incluída em 2002 no ''eixo do mal'' por George W. Bush, ao lado de Irã e Iraque. A próxima sessão de conversações acontecerá no dia 19 de março em Pequim, segundo o emissário chinês.


