Seul A Coréia do Norte advertiu ontem que as pressões dos Estados Unidos para que ela ''se ajoelhe'' só poderão resultar em ''um confronto inevitável'' e voltou a solicitar negociações com Washington para acabar com a crise desencadeada por seu programa nuclear. ''A crescente pressão sobre a RDPC (República Democrática Popular da Coréia) para colocá-la de joelhos só tornará inevitável um confronto'', advertiu o jornal oficial Rodong Sinmun. ''Se os Estados Unidos recorrererem finalmente à opção militar, rejeitando a proposta da RDPC de negociações diretas, isso levará a uma situação catastrófica'', acrescentou.
Este jornal reitera que a crise nuclear não é uma questão que deva ser resolvida em um marco multilateral, como exige Washington.
Pyongyang conta com o respaldo da China para seu pedido de negociações diretas com os Estados Unidos.
O presidente chinês Jiang Zemin declarou a seu colega norte-americano que a sinceridade tem mais importância no diálogo com a Coréia do Norte, informou ontem a agência Nova China.
Protesto Os Estados Unidos protestaram oficialmente segunda-feira junto à Coréia do Norte pelo incidente do início do mês em que um avião espião norte-americano foi interceptado por aviões de combate norte-coreanos.
O Departamento de Estado informou que o protesto foi feito verbalmente, junto a diplomatas norte-coreanos nas Nações Unidas, seis dias depois de a Casa Branca ter divulgado que reclamaria ''da conduta irresponsável'' de Pyongyang.
''Reiteramos nosso chamado aos norte-coreanos para que respeitem os princípios de conduta internacionais e evitem qualquer medida provocadora'', disse o porta-voz Richard Boucher. ''Dissemos aos norte-coreanos que suas provocações vão de encontro ao claro desejo da comunidade internacional de trilhar um caminho diplomático pacífico para conseguir que a península coreana se veja livre de armas nucleares'', acrescentou.

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