São Paulo - A Coréia do Norte admitiu, durante reuniões internacionais recentes sobre o tema, que a maior parte de seus programas nucleares tem fins militares, segundo disse ontem James Kelly, subsecretário de Estado dos EUA, a membros de uma comissão do Senado americano.
''Embora digam que mantêm um programa nuclear civil, eles (os norte-coreanos) também reconheceram que a maior parte de seus programas nucleares tem fins militares'', afirmou Kelly.
A Coréia do Norte se recusa a dizer publicamente que possui armas nucleares, embora já tenha mencionado a existência de uma ''força nuclear dissuasiva''. Kelly, que se reuniu com os senadores para falar sobre a terceira rodada de negociações multilaterais sobre o tema - realizada em Pequim no mês passado -, disse que a delegação norte-coreana ''identificou claramente'' um reator da usina de Yongbyon como parte de um projeto para a construção de armas nucleares.
Pyongyang começou a reativar o reator de Yongbyon depois de expulsar do país inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica, em 2002. Em 2003, a Coréia do Norte declarou várias vezes que terminou de processar suas 8.000 varetas de urânio, e Kelly disse que o país poderia começar a produzir material nuclear para ''várias armas nucleares adicionais''.

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