Coréia admite que já possui armas atômicas
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quinta-feira, 24 de abril de 2003
France Presse 
Washington A Coréia do Norte confirmou que possui armas atômicas nas conversações com China e Estados Unidos em Pequim, informaram fontes do governo americano. ''Eles disseram o que sempre soubemos, que eles têm armas nucleares. Isto não nos surpreende. Agora eles admitiram'', disse uma fonte do governo que pediu anonimato. A fonte acrescentou, no entanto, que as informações de que a Coréia do Norte pretendeu realizar um teste nuclear para mostrar que é uma potência nuclear ''não são exatas''.
''Nunca utilizaram o termo 'teste''', disse. ''Ainda estamos traduzindo (as declarações), mas isso foi um pouco exagerado'', precisou.
Ontem, as redes de televisão americanas CNN e MSNBC informaram que durante as conversações tripartites, que se encerraram de modo prematuro, Pyongyang reconheceu possuir armas nucleares e ameaçou realizar um teste nuclear num futuro próximo.
''As conversas não fracassaram, terminaram cedo'', comentou a fonte do governo Bush.
Concessões A Coréia do Norte reiterou ontem que só abandonará seu programa nuclear se os Estados Unidos renunciarem ao uso da força, no segundo dia de negociações entre os dois países, iniciadas na quarta-feira em Pequim, com a participação chinesa.
Enquanto era realizada esta segunda jornada de consultas na capital chinesa, a imprensa oficial norte-coreana destacava que o regime de Pyongyang não tem intenções de modificar suas exigências fundamentais.
''A posição inicial da RPDK (República Popular Democrática da Coréia, nome oficial da Coréia do Norte) para resolver a questão nuclear sobre a Península Coreana é clara e lógica'', de acordo com a agência oficial KCNA.
Washington pediu à Coréia do Norte que, numa primeira etapa, o desmantelamento de todas suas instalações nucleares possa ser verificado, ao tempo que mantém abertas todas as opções, incluindo o uso da força.
Em Tóquio, o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi afirmou estar informado que os Estados Unidos não pretendem agir com a Coréia do Norte como fizeram com o Iraue, lançando uma intervenção militar preventiva.


