Copiloto tentou ligar antes do voo desaparecer
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sábado, 12 de abril de 2014
France Presse 
Kuala Lumpur (Malásia) - O copiloto do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de um mês com 239 pessoas a bordo, tentou fazer uma ligação com seu celular um pouco antes de o avião desaparecer dos radares, afirmou neste sábado um jornal malaio, citando investigadores anônimos.
A ligação foi cortada "porque, talvez, o avião se afastou subitamente da antena de telecomunicações", afirmou o New Straits Times (NST), sem indicar para quem o copiloto ligou.
Segundo outra fonte citada pelo jornal, o celular de Fariq Abdul Hamid foi "reconectado" à rede, mas não se sabe com certeza se fez uma ligação do Boeing 777 desaparecido em 8 de março.
O avião, que cobria a rota entre Kuala Lumpur e Pequim, teria voado a baixa altitude perto da ilha de Penang, na costa oeste da Malásia, permitindo assim que uma rede captasse o sinal do celular do copiloto.
"Mas uma reconexão não significa necessariamente que ele fez uma ligação", afirmou uma das fontes.
O ministro dos Transportes da Malásia declarou à AFP que examinará estas informações e realizará comentários posteriores.
Busca demorada
O primeiro-ministro australiano assegurou neste sábado que a busca no sul do Oceano Índico dos restos do voo MH370 da Malaysia Airlines levará muito tempo.
"Tentar localizar algo situado a 4,5 km de profundidade no oceano, em uma zona perto de mil quilômetros do litoral é um trabalho enorme, e é provável que demore muito tempo", afirmou Tony Abbott à imprensa.
Na véspera, Abbott disse estar convicto de que os sinais acústicos recentemente detectados durante as buscas do voo MH370 são das caixas-pretas do avião.
"Reduzimos muito a área de busca e estamos muito certos de que os sinais são da caixa preta" que registra os parâmetros de voo e os diálogos dos pilotos", revelou Abbott em Xangai antes de se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping.
A Austrália coordena as buscas internacionais no sul do Oceano Índico para tentar encontrar o Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu quando realizava a rota entre Kuala Lumpur e Pequim.
O vasto dispositivo naval e aéreo envolvido nas buscas na área onde a aeronave provavelmente caiu não foi capaz de encontrar seus vestígios até o último fim de semana, quando sinais de alta frequência, idênticos aos produzidos pelas caixas-pretas, foram captados pelo navio australiano "Ocean Shield".
A origem dos sinais foi situada a mais de 2.000 km a noroeste de Perth, na trajetória estimada do Boeing 777.
As equipes se lançaram então em uma corrida contra o relógio para encontrar as caixas-pretas do avião antes que as baterias das mesmas se esgotem.
Submarino
Assim que o sinal for situado com mais precisão, será enviado ao leito marinho um robô de fabricação americana, o Bluefin-21, para buscar os destroços do avião.
O Bluefin-21, um veículo submarino em forma de torpedo e de quase cinco metros de comprimento é equipado com um sonar, que pode ser substituído por uma câmera para gravar os destroços no fundo do oceano.
Nenhum outro navio é autorizado a se aproximar, para evitar poluição sonora, mas uma dúzia de aviões ainda prosseguem com as buscas que se estendem por mais de 46.000 km2.
O Ocean Shield "continua a realizar um rastreamento mais preciso (com a sonda hidrofônica) para tentar localizar novos sinais", indicou nesta sexta-feira o chefe das buscas, Angus Houston, em um comunicado.
As famílias dos passageiros chineses acusaram a Malaysia Airlines e as autoridades malaias de administrarem mal a situação e de esconderem informações, o que causou tensão entre Pequim e Kuala Lumpur.
As investigações sobre o desaparecimento do voo MH370 incluem vários cenários: um desvio, sabotagem ou o ato desesperado de um passageiro ou tripulante. Mas nenhuma prova material foi encontrada para comprovar qualquer hipótese.


