Convocação de uma greve geral aumenta tensão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de março de 1999
Das agências 
A tensão política que o Paraguai viveu ontem, depois do assassinato de seu vice-presidente Luis Argaña, aumentou com a convocação de uma greve geral por tempo indefinido para exigir a renúncia do presidente Raul Cubas. A greve, convocada pela Central Única de Trabalhadores, deveria começar a zero hora de hoje e se prolongar até a renúncia do presidente, segundo o líder da organização sindical, Alan Flores.
Flores responsabilizou Cubas e o general reformado Lino Oviedo pelo assassinato do vice-presidente e pela insegurança da população paraguaia.
Por outro lado, os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado e os líderes das bancadas do Congresso paraguaio responsabilizaram também o presidente Raul Cubas Grau e o general reformado Lino Oviedo pelo assassinato do vice-presidente Luis Argaña. Os parlamentares divulgaram um comunicado em que condenam o covarde e vil atentado que custou a vida do vice-presidente e responsabilizam por este crime político o presidente Raul Cubas em cumplicidade com o golpista foragido Lino Oviedo.
O pronunciamento prossegue denunciando ante a comunidade internacional este crime político que faz parte do plano terrorista destinado a interromper o funcionamento das instituições democráticas.


