A tensão política que o Paraguai viveu ontem, depois do assassinato de seu vice-presidente Luis Argaña, aumentou com a convocação de uma greve geral por tempo indefinido para exigir a renúncia do presidente Raul Cubas. A greve, convocada pela Central Única de Trabalhadores, deveria começar a zero hora de hoje e se prolongar até a renúncia do presidente, segundo o líder da organização sindical, Alan Flores.
Flores responsabilizou Cubas e o general reformado Lino Oviedo pelo assassinato do vice-presidente e pela insegurança da população paraguaia.
Por outro lado, os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado e os líderes das bancadas do Congresso paraguaio responsabilizaram também o presidente Raul Cubas Grau e o general reformado Lino Oviedo pelo assassinato do vice-presidente Luis Argaña. Os parlamentares divulgaram um comunicado em que condenam ‘‘o covarde e vil atentado que custou a vida do vice-presidente’’ e responsabilizam ‘‘por este crime político o presidente Raul Cubas em cumplicidade com o golpista foragido Lino Oviedo’’.
O pronunciamento prossegue denunciando ‘‘ante a comunidade internacional este crime político que faz parte do plano terrorista destinado a interromper o funcionamento das instituições democráticas’’.

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