Conversão ao islamismo após ataques
Nascido em uma família cristã, já na vida adulta, o torneiro mecânico aposentado, Jorge Francisco dos Santos, começou a frequentar a igreja adventista. Foram anos participando da religião, na qual, inclusive, seus filhos cresceram. ''Sempre gostei muito de estudar a Bíblia. E nesse meu aprofundamento, comecei a questionar muitas coisas e a relação dos homens com Deus'', lembra.
Nesse período, coincidentemente, se deparou com uma reportagem sobre o início do Ramadã. ''Vi uma foto que mostrava os calçados fora da mesquita e isso me chamou muito a atenção. Logo em seguida dei início aos estudos sobre o islamismo.'' A empatia com a religião se deu quase de imediato. E a conversão não demorou a acontecer. ''Já frequentava a mesquita. Mas foi depois do 11 de setembro que tive a certeza do que queria para minha vida'', conta ele, que recebeu o nome Nagib Bilal, referência ao primeiro escravo negro a se tornar muçulmano.
Depois, conhecedor da doutrina, tinha argumentos consistentes para defender a religião da vinculação com os ataques terroristas. E, para ele, a tentativa dos EUA em manchar a imagem dos muçulmanos, acabou se revertendo. ''Assim como eu, várias pessoas se converteram ao islamismo após o acontecimento devido à exposição'', diz. (M.T.)





