Conversações entre EUA e China não avançam
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quinta-feira, 19 de abril de 2001
Patrick Baert France PresseDe Pequim 
Depois de dois dias de negociações em Pequim, China e Estados Unidos não conseguiram aproximar suas posições sobre o caso do avião espião norte-americano, concordando somente em voltar a reunir-se em data e local indeterminados, informaram as duas delegações, ontem.
Ao longo das reuniões, as duas partes expuseram suas respectivas exigências, que parecem pouco reconciliáveis: a China exige o fim dos vôos de reconhecimento norte-americanos em suas costas o que os Estados Unids se recusam de forma oficial , enquanto Washington reclama a restituição do avião norte-americano de vigilância eletrônica EP-3, que se chocou no dia 1º de abril com um caça chinês no mar da China meridional.
A China se nega a discutir esta e outras questões enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias do choque.
O porta-voz do Ministério chinês de Assuntos Exteriores, Zhang Qiyue, explicou numa entrevista à imprensa que as negociações foram muito francas, adiantando que espera que tenham ajudado a que as duas partes entendam melhor a posição contrária.
Desejamos que este caso não prejudique as relações bilaterais, buscamos uma solução apropriada, mas a bola está no campo norte-americano, declarou.
Zhan Qiyue precisou que a China mostrou aos oito negociadores norte-americanos provas sólidas de que o choque aéreo foi provocado por uma brusca guinada feita pelo aparelho norte-americano, versão que Washington contesta.
Pelo lado norte-americano, o chefe da delegação, Peter Verga, subsecretário adjunto de Defesa, qualificou as negociações desta quinta-feira com a delegação chinesa de muito produtivas, embora Washington tivesse ameaçado suspender as conversações por falta de resultados.
Consultado sobre a devolução do avião EP-3 aos Estados Unidos, Zhan Qiyue respondeu que será difícil discutir outros temas enquanto as circunstâncias da colisão não tenham sido esclarecidas.


