Convênios lançam bases para a criação da ALCA
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de abril de 1998
Uncas Fernández France Presse 
A liberação comercial hemisférica, tratada através de uma trama de convênios, deve desembocar, depois da Reunião de Cúpula que começou ontem, em Santiago, no mais ambicioso acordo da região para criar uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).
Aos blocos sub-regionais - Mercosul, Comunidade Andina, Caricom, Mercado Comum Centro-Americano e TLC da América do Norte -, se somam o Grupo dos Três (Colômbia, México e Venezuela) e os tratados de livre comércio do Chile com o Mercosul e inúmeros países do continente.
A Bolívia, além de pertencer à Comunidade Andina, iniciou, em 1997, um processo de liberação comercial com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) dentro do esquema 4+1, enquanto que o México e o Canadá avançam em suas negociações para tratados bilaterais com os outros grupos ou países.
Mais recentemente, o Mercosul firmou, em Buenos Aires, um marco com Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) para iniciar a liberalização comercial a partir do ano 2000 e concretizará um pacto menos ambicioso com o Mercado Comum Centro-Americano em Santiago nos próximos dias.
Os Estados Unidos foram o único país, depois de associarem-se ao Canadá e México, em 1962, no TLC (Tratado de Livre Comércio da América do Norte, ou Nafta em inglês), a deter seu ímpeto integracionista, por carecer da autorização de seu Congresso para uma via rápida de negociações. Mas Washington lançou a iniciativa da ALCA na primeira Reunião de Cúpula das Américas (Miami, dezembro 1994).


