Convenção dos republicanos começa hoje, na Filadélia
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domingo, 30 de julho de 2000
Agência Estado De Washington 
O primeiro desafio do governador do Texas, George W. Bush, na convenção republicana, que começa hoje na Filadélfia, é despertar o interesse dos americanos para as eleições presidenciais do dia 7 de novembro, na qual enfrentará o vice-presidente Albert Gore.
Do ponto de vista dos eleitores, esta foi, até agora, a campanha presidencial menos atraente dos últimos 50 anos. Satisfeitos com a esplêndida situação econômica do país e colocados diante de dois candidatos de inclinação centrista e sem maior carisma pessoal, até o momento os americanos deram pouca importância à briga pela sucessão de Bill Clinton. De acordo com um levantamento recente da Universidade de Harvard, até agora apenas 6% prestaram atenção à campanha. Eles simplesmente não estão preocupados com o assunto.
Filho e herdeiro político do ex-presidente George H. Bush, que perdeu a reeleição para Clinton em 1992, o governador do Texas, chega à convenção numa posição confortável.
Pesquisa de opinião da CNN, divulgada na última quinta-feira, dá 11 pontos de vantagem a Bush sobre Gore na votação popular, e o coloca parelho com o vice-presidente nos quatro temas que os americanos consideram os mais importantes na eleição: economia, educação, saúde e previdência social.
Como não há nada a ser decidido na convenção da Filadélfia, as grandes redes de televisão, que no passado transmitiam o evento ao vivo, limitarão sua cobertura a um máximo de um par de horas por noite por medo de perder audiência e receita de publicidade.
A plataforma eleitoral do partido já foi negociada e enfatizará a mensagem centrista do conservadorismo com compaixão que Bush usou com sucesso no Texas para se projetar como um nome nacional e que pode ajudá-lo, agora, a atrair os votos dos eleitores independentes que podem definir o pleito.


