Assunção - O Brasil não vai mais tolerar o contrabando de mercadorias que entram no País pela fronteira com Ciudad del Este, no Paraguai, afirmou o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), em entrevista publicada ontem pelo jornal de Assunção ''ABC''. ''O contrabando foi permitido por muito tempo, mas tem que acabar e vai acabar'', enfatizou o governador, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Requião, nem paraguaios nem brasileiros se beneficiarão com a situação atual. ''Ciudad del Este (de 350 mil habitantes, situada 330 km a leste de Assunção) não tem crescido com o contrabando e a pirataria de produtos falsificados, fabricados na Coréia esse é um negócio explorado por estrangeiros. O desenvolvimento do Paraguai não passa pelas lojas de Ciudad del Este, mas sim pela agroindústria'', enfatizou o governador.
A alfândega brasileira, em coordenação com a Polícia Federal, reforçou os controles de contrabandistas conhecidos como sacoleiros, que entraram com essas mercadorias do Paraguai no território vizinho. A situação gera protestos diários nos dois lados da Ponte da Amizade, que divide a fronteira sobre o Rio Paraná. ''Isto não é conveniente para ninguém'', destacou Requião.

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