Enquanto as negociações que buscam um acordo para Kosovo entravam em seu 16º dia, o Exército da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro) e guerrilheiros de etnia albanesa do Exército para a Libertação de Kosovo (ELK) retomavam os combates na província sérvia e provocavam um novo êxodo de civis.
‘‘Desconhecemos o número de baixas’’, disse Sandy Blyth, porta-voz da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que mantém 1.300 observadores internacionais na região. ‘‘Dois de nossos homens foram agredidos por policiais sérvios durante o cumprimento de sua missão.’’
Os combates duraram mais de três horas na manhã de ontem na região noroeste do território, habitado majoritariamente por albaneses étnicos - 98% da população.
Uma coluna de dez veículos militares sérvios foi atacada pelos rebeldes na localidade de Vucitrn, 25 quilômetros ao norte de Pristina, e reagiu, acrescentou Walter Ebenberger, um verificador da OSCE. ‘‘Sabemos que as forças sérvias pediram reforços, incluindo dois tanques e um veículo blindado de transporte de tropas.’’
Os combates em Vucitrn e ‘‘exercícios militares’’ sérvios nas proximidades das aldeias kosovares de Dela, Okrastica e Stitarica, a 50 quilômetros a nordeste da capital, provocaram mais um êxodo de civis. ‘‘Velhos, mulheres e crianças estão fugindo em tratores, carroças e até a p钒, disse Fernando del Mundo, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Os conflitos em Kosovo já causaram cerca de 2.000 mortes e deixaram mais de 250 mil desabrigados nos últimos 12 meses.

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