Ampliando sua maior ação militar desde a Guerra do Golfo, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha lançaram ontem a segunda rodada de ataques aéreos contra o Iraque para esmagar sua capacidade de produzir armas de destruição em massa e anunciaram que os primeiros bombardeios foram um êxito, reduzindo a ruínas importantes edifícios militares na área de Bagdá.
‘‘Todos os informes que vi até agora indicam que alcançamos uma boa medida de sucesso’’, comemorou o secretário de Defesa dos EUA, William Cohen.
Segundo fontes hospitalares de Bagdá, 5 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na primeira onda de bombardeios da Operação Raposa do Deserto, na noite de quarta para quinta-feira. O ministro da Saúde iraquiano Umeed Madhat Mubarak, entretanto, disse ontem que pelo menos 25 pessoas morreram e outras 75 ficaram feridas apenas em Bagdá após os ataques anglo-americanos contra o Iraque.
‘‘O mínimo de mortes observadas nos hospitais não foi inferior a 25 entre quarta e quinta-feira, apenas em Bagdᒒ, disse Mubarak a jornalistas em um hospital danificado devido a uma explosão ocorrida próxima ao local.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Henry Shelton, informou que, na primeira noite, centenas de bombas, mais de 200 mísseis de cruzeiro e 70 aviões foram usados para atingir 50 alvos.
Numa apresentação semelhante às da época da Guerra do Golfo, Shelton mostrou a jornalistas fotos de dois edifícios da sede do Diretório de Inteligência Militar em Bagdá e de uma base da Guarda Republicana em Abu Ghreib, na periferia da capital, antes e depois do bombardeio.
‘‘Onde não se vê nada a não ser escombros estava este edifício’’, afirmou, apontando para as respectivas fotos.
A segunda rodada da Operação Raposa do Deserto começou pouco depois do pôr-do-sol de ontem no Iraque e contou com a participação de bombardeiros pesados americanos B-52, jatos da Marinha dos EUA baseados no porta-aviões Enterprise (no Golfo) e, também pela primera vez, Tornados britânicos com base no Kuwait.
Ataques lançados mais tarde, por volta das 22 horas locais (17 horas em Brasília), tiveram a participação de jatos americanos baseados no Kuwait. Nesse horário, jornalistas situados no telhado do Ministério da Informação posicionados relataram pelo menos 13 explosões na capital iraquiana.
Até o final da noite ainda não se tinha informações sobre vítimas e danos causados pela segunda onda de ataques.

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