Continuam as greves na Coréia
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 1997
Zeno Park, da France Presse 
SEUL - As importantes greves e manifestações operárias contra a lei que facilita a demissão, aumenta a carga horária e permite a substituição de grevistas por pessoal empregado temporariamente continuaram ontem na Coréia do Sul. Milhares de trabalhadores que já haviam paralisado setores-chave da economia na sexta-feira, voltaram ontem a fazer greves e manifestações em muitas cidades.
A lei, aprovada pelo Parlamento no último dia 26, impõe também restrições ao funcionamento dos sindicatos. O Parlamento a aprovou na ausência dos representantes da oposição. Foi promulgada pelo presidente Kim Young-Sam e publicada oficialmente no dia 31.
Em Seul e várias cidades do interior do país, como Inchon, Pusan e Kwangju, houve manifestações.
Em um bairro da capital, 500 militantes dos direitos humanos fizeram um protesto, alguns vestidos de luto, fazendo alusão à democracia morta.
Amanhã, quando todas as empresas do país deverão estar em plena atividade, será possível comprovar o alcance da greve, que deve continuar nos dias seguintes.


