O Hezbolá xiíta libanês pró-iraniano afirmou ontem nos funerais de um de seus combatentes que ‘‘não dará alívio a Israel enquanto este ocupar o Líbano sul’’. O chefe do Hezbolá no Líbano sul, xeque Nabil Qauq, reafirmou que seu grupo ‘‘continuará designando como objetivo os dirigentes e oficiais do inimigo sionista estendendo-lhes emboscadas ou atacando-os com explosivos enquanto estiverem presentes em nosso território’’.
‘‘A resistência está sempre disposta a enfrentar o inimigo e não permitirá que seus chefes se animem’’, disse o xeque Qauq, durante o enterro de Hussein Maghniye morto domingo num confronto com o exército israelense que ocupa uma faixa fronteiriça de 850 km2 no Líbano sul.
Segunda-feira, o número dois do grupo integrista apoiado por Irã e Síria, xeque Naim Kassem, declarou-se disposto a prosseguir os ataques contra o exército israelense no Líbano sul.
O premier israelense Benjamin Netanyahu e seu gabinete de segurança decidiram prosseguir as operações de represália no Líbano depois da morte domingo do número um militar israelense na zona ocupada, general Erez Gerstein, de dois suboficiais e de um jornalista, num atentado com explosivos do Hezbolá.
Cinco dias antes, o Hezbolá, que executa a maioria dos atentados antiisraelenses no Líbano sul, tinha matado três militares, entre os quais o comandante de uma unidade de pára-quedistas, e ferido mais cinco numa emboscada.
Em Jerusalém, o presidente de Israel, Ezer Weizman, manifestou-se ontem a favor da retirada militar israelense do Líbano no prazo máximo de um ano após as eleições gerais de maio e junho próximos.France PresseLutoMilhares de pessoas participaram do sepultamento de Hussein Maghniye, morto em confronto com israelensesFrance Presse

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