No segundo dia de uma ‘‘maratona de conversações de paz’’, negociadores israelenses e palestinos dividiram-se ontem em grupos de trabalho, incluindo um que trata da questão mais controvertida: o destino dos refugiados palestinos. Uma autoridade palestina disse que Israel propôs receber 150.000 refugiados palestinos em 20 anos. Não houve, entretanto, confirmação independente da notícia.
Depois de conversações pela manhã num hotel neste balneário do Mar Vermelho, os dois lados disseram que as diferenças continuam acentuadas, mas que as conversações foram sérias. Uma fotografia de uma das sessões mostrou negociadores sentados em círculo em confortáveis cadeiras, sorrindo.
O líder da equipe israelense, Shlomo Ben-Ami, disse que no caso improvável de um acordo ser acertado antes das eleições de 6 de fevereiro em Israel, ele só seria assinado depois da votação. Ben-Ami respondia a críticas do rival linha dura do primeiro-ministro Ehud Barak, o líder da oposição direitista Ariel Sharon, que afirmou que o governo não tem autoridade moral para fazer concessões aos palestinos tão perto das eleições. Sharon está mais de 20 pontos percentuais à frente de Barak nas pesquisas de opinião.

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