LIMA - Num novo episódio da guerra psicológica, na tarde de ontem, e sem dar explicação, a polícia peruana colocou vários alto-falantes ao redor da residência do embaixador do Japão em Lima, tomada pelo MRTA, e onde são mantidos 72 reféns. A polícia não comentou as medidas e um porta-voz da Cruz Vermelha, consultado pela AFP, disse que não recebeu nenhuma explicação.
Os alto-falantes podem ser utilizados para veicular música e alterar os nervos dos guerilheiros, segundo especulações ante o silêncio oficial.
Na semana passada, a polícia realizou várias manobras, com homens fortemente armados e usando carros blindados e helicópteros, em volta da mansão, recebendo como resposta tiros ao ar dos guerrilheiros.
Em Tóquio, o primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, transmitiu ontem ao presidente peruano, Alberto Fujimori, a preocupação do governo japonês com os efeitos negativos que podem ser desencadeados com a intensificação das provocações policiais ao redor da residência do embaixador japonês em Lima, onde 72 pessoas são mantidas como reféns desde 17 de dezembro por guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).
‘‘Estou preocupado como os reféns podem ser afetados; poderia haver um efeito adverso’’, disse.

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