Londres, Reino Unido – O resultado oficial seria conhecido só hoje, mas as pesquisas divulgadas ontem à noite, após a eleição britânica, apontam o Partido Conservador em primeiro lugar e sem maioria para reeleger sozinho o premiê David Cameron. A expectativa é que Cameron use a vantagem obtida nas urnas para declarar vitória e começar a negociar imediatamente uma aliança que garanta sua permanência em Downing Street (sede do governo), inibindo, ao mesmo tempo, uma reação dos adversários trabalhistas.
A falta de maioria para um único partido recebe o nome de "parlamento enforcado" entre os britânicos, situação ocorrida em 2010, quando os conservadores formaram coalizão com os liberais-democratas para eleger Cameron. O Liberal-Democrata, aliás, deve sofrer duro golpe nas urnas. Mesmo assim será procurado novamente para dar maioria ao Partido Conservador, com quem rompeu durante a campanha. Outra legenda que pode ajudar a selar a vitória de Cameron é o Ukip, de extrema-direita.
A campanha, uma das mais disputadas em décadas, foi marcada pelo debate em torno da rígida política de austeridade fiscal do governo conservador, da livre imigração dentro da União Europeia e seu impacto no Reino Unido e, por fim, da estagnação do sistema de saúde público britânico, o NHS. Com a confirmação de que nenhum partido atingiu a maioria de 326 necessária para governar sozinho – o que era esperado para a tarde de hoje – aguarda-se um desfecho até o dia 18 de maio, quando o Parlamento eleito se reunirá pela primeira vez. Se isso não ocorrer, o limite passa a ser 27 de maio, data em que a rainha Elizabeth 2ª faz seu tradicional discurso sobre o programa legislativo do novo governo.

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