Reino Unido tem 46,9 milhões de eleitores registrados, mas o voto no país não é obrigatório
Reino Unido tem 46,9 milhões de eleitores registrados, mas o voto no país não é obrigatório | Foto: Scott Heppell/AFP



Londres - O Partido Conservador ganhou as eleições gerais desta quinta-feira (8) no Reino Unido, mas perdeu a maioria e precisará formar uma coalizão para governar, indicam pesquisas de boca de urna. Das 330 cadeiras que ocupa hoje, segundo as projeções, o partido da primeira-ministra Theresa May deve manter 314. O Parlamento tem 650 assentos, e é preciso ter maioria para governar sozinho.
Já o rival Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, ganhou 37 cadeiras, passando das 229 para 266, segundo a boca de urna. A diferença para os conservadores, porém, encolhe de 101 para 48. O Partido Liberal Democrata, de centro-esquerda, deve conquistar 14 cadeiras, o que o levará a ser cortejado pelos conservadores para formar a maioria.
Os locais de votação fecharam às 22h (às 18h no horário de Brasília) e os primeiros números já foram publicados logo na sequência. Mas a contagem oficial seguiria noite adentro, e alguns dos distritos só deveriam declarar os seus resultados durante a sexta-feira (9). O último deles, Berwick-upon-Tweed, no norte da Inglaterra, fará seu anúncio apenas ao meio-dia.
A maior perdedora da eleição é Theresa May, cujo objetivo, ao convocar as eleições antecipadas, em abril passado, era justamente engordar sua vantagem em relação ao Partido Trabalhista. O Reino Unido segue o sistema distrital para eleger seus parlamentares. Portanto, os resultados não correspondem diretamente às porcentagens de voto. Havia 46,9 milhões de eleitores registrados, e o voto no país não é obrigatório.
May, que assumiu o governo no ano passado no lugar de David Cameron, queria ter uma maioria ampla entre os legisladores para negociar o Brexit, a controversa saída britânica do Reino Unido, que deve ser concluída até meados de 2019. A primeira-ministra defende um modelo duro, em que o país deixará o bloco econômico e também o mercado único, que congrega 500 milhões de consumidores europeus. Trabalhistas discordam disso. O Brexit foi um dos principais temas que motivaram eleitores, ao lado do sistema de saúde e da educação.

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