Conservadores europeus pedem rigor com refugiados após ataque em Paris
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segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - Políticos europeus que se opõem à entrada de refugiados em seus países têm usado os atentados de sexta-feira em Paris, na França, para argumentar pelo fechamento das fronteiras e revisão das políticas de recebimento desses imigrantes. Os pedidos por mudança nas normas que regem o recebimento dos refugiados ganharam força depois que um passaporte sírio, supostamente de um refugiado, foi encontrado junto de um dos homens-bomba responsáveis pelas explosões no Stade de France. Não foi confirmado pelas autoridades responsáveis pela investigação se o passaporte realmente pertencia ao terrorista ou se foi roubado. O número de mortos nos atentados subiu para 129.
Na França, a líder do Front Nacional, Marie Le Pen, partido de extrema direita, disse em pronunciamento na televisão que o país deve "aniquilar o fundamentalismo islâmico", proibir organizações islamitas, fechar mesquitas radicais, expulsar "pregadores do ódio" e imigrantes ilegais e revogar a dupla nacionalidade de muçulmanos, além de deportá-los.
Aliados da chanceler da Alemanha Angela Merkel têm pressionado o governo para que reveja a política de "portas abertas" do governo, sinalizando que apoiam medidas mais severas para a entrada e de inteligência contra radicais no território alemão. "Os dias de imigração descontrolada e ilegal não podem continuar. Paris mudou tudo", disse o ministro das Finanças do estado da Bavária, Markus Soeder, a um jornal local.
Na Holanda, o líder da extrema-direita Geert Wilders, anti-Islã, afirmou que o governo está em negação sobre as conexões entre imigração e terrorismo. "Primeiro-ministro Rutte, feche as fronteiras!", diz um comunicado do Partido da Liberdade, de Wilders.
O líder do partido nacionalista italiano Liga do Norte, Matteo Salvini, disse a repórteres em Milão que "se os imigrantes são de segunda, terceira ou quarta geração, é ainda pior, pois isso mostra que o Islã não é compatível com a democracia".
O recém-constituído governo polonês exigiu garantias de segurança antes de aceitar o sistema europeu de cotas para refugiados, afirmando que o massacre coloca em xeque a política de migração da Europa. Pelo plano, a Polônia receberia 4,5 mil refugiados, além dos 2 mil que já vivem em seu território.
Os pedidos dos líderes conservadores aprofundam as divisões entre os países europeus sobre a forma de lidar com a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.


