Conselho de Segurança da ONU discute amanhã ultimato a Bagdá
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sábado, 08 de março de 2003
Das agências 
Bagdá O Conselho de Segurança das Nações Unidas fará uma nova reunião para tratar da questão iraquiana amanhã, afirmou o embaixador britânico na ONU, Jeremy Greenstock. A reunião está programada para acontecer às 16 horas (18 horas em Brasília). Porém, Greenstock não espera que uma nova resolução a que impõe um ultimato ao Iraque, com prazo até 17 de março seja votada antes de terça-feira.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Negroponte, acredita que a data de votação será fixada após a reunião de amanhã. ''Nós alertamos as delegações para que obtenham instruções de suas capitais e estejam prontas para uma votação que pode acontecer a partir de terça-feira'', acrescentou.
Apesar da reunião, Negroponte afirma que os Estados Unidos não consideram necessária uma segunda resolução do conselho para que a força seja usada no Iraque.
Anteontem, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse ao conselho que as intenções do presidente iraquiano, Saddam Husseim, ''não mudaram'' mesmo após o chefe dos inspetores de armas, Hans Blix, afirmar que a cooperação de Bagdá para o seu desarmamento aumentou.
Os membros do conselho continuam divididos sobre o tema. Enquanto EUA, Reino Unido e Espanha esforçam-se para conseguir votos dos membros não-permanentes para que a nova resolução seja aprovada, França, Rússia e China membros permanentes com direito a veto no conselho defendem uma operação pacífica.
O Iraque recebeu com satisfação o informe do chefe de inspetores de desarmamento ONU, Hans Blix, qualificado de ''justo'' pela imprensa de Bagdá, que, entretanto, não tem ilusões sobre as possibilidades de evitar a guerra.
Blix afirmou ante o Conselho de Segurança que o desarmamento do Iraque é uma questão de meses, não de anos, e que até agora não foram descobertas armas de destruição em massa. ''Até agora não foram encontradas provas de atividades proibidas'' no que se refere a laboratórios móveis ou movimentos de armas de destruição em massa, ressaltou Blix.
''O informe Blix foi objetivo e positivo'', declarou ontem o deputado Mudhafar Al-Adhami, membro influente do partido Baath (no poder). ''Mencionou muitas provas que indicam que o Iraque coopera ativamente com os inspetores em desarmamento'', acrescentou.
Segundo ele, esse texto contém elementos para ''convencer a maioria dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas da necessidade de que os inspetores continuem seu trabalho'', acrescentou.


