São Paulo - O Conselho de Segurança da ONU só se pronunciará hoje sobre a proposta de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear, depois que surgiram divergências entre a Rússia e os outros membros permanentes por causa do teor da resolução. ''Discutiremos na manhã de sábado'', disse ontem o presidente do Conselho, o embaixador do Qatar, Abdulaziz al Nasser.
Os cinco membros permanentes do Conselho - Rússia, Reino Unido, França, Estados Unidos e China, além da Alemanha - discutirão novamente o texto e se reunirão para prepará-lo. A adoção do projeto de resolução pode ocorrer hoje, segundo Al Nasser.
Antes, o embaixador russo, Vitaly Churkin, disse que a introdução de modificações no texto por parte de seus autores - França, Reino Unido e Alemanha - havia ''criado a necessidade adicional de ser muito cuidadoso com a linguagem''.
A Rússia, segundo seu representante na ONU, ''quer assegurar que as atividades (iranianas) que não têm nada a ver com a proliferação (nuclear) não sejam afetadas'' pelas sanções.
O CS da ONU deu, no dia 31 de julho, o prazo de um mês para o Irã cessar suas atividades de enriquecimento de urânio. Se não o fizesse, seria alvo de sanções.
Até agora, Teerã insistiu no seu programa nuclear e ameaça romper sua colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se for alvo de sanções.

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