Conselho da ONU aprova resolução antiterror
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade uma resolução antiterrorista ontem, primeiro dia do encontro mundial entre 15 líderes, em Nova York. A resolução prevê que todos os governos adotem leis para proibir o incitamento a atos terroristas e impedir que pessoas consideradas culpadas por tal conduta fiquem impunes.
A medida foi proposta pelo Reino Unido, semanas após os ataques de 7 de julho contra o sistema de transporte de Londres que mataram 52 pessoas, além de quatro suicidas. ''O terrorismo é um movimento, que tem uma ideologia e uma estratégia'', afirmou Blair ao conselho. ''E a estratégia não é só matar, mas também causar caos e instabilidade.''
O documento também pede que todos os países ''contenham ideologias extremistas violentas'', inclusive com medidas para prevenir a subversão educacional, cultural e de instituições religiosas por terroristas ou por seus seguidores.
''Nós temos a obrigação solene de deter o terrorismo em seu estágio inicial'', afirmou o presidente americano, George W. Bush, ao conselho. ''Nós temos a obrigação solene de defender nossos cidadãos contra o terrorismo, de atacar as redes terroristas e promover a ideologia de liberdade e tolerância, que irá refutar a negra visão dos terroristas.''
No entanto, alguns grupos de direitos humanos temem que a resolução seja utilizada como ferramenta para reprimir aqueles que compartilham de uma visão diferente.
Por outro lado, ao discursar na reunião de cúpula do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação da composição do órgão. ''Não é admissível que o conselho continue a operar com um claro déficit de transparência e representatividade'', afirmou Lula.


