Conselho avalia proposta de Bagdá
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segunda-feira, 16 de novembro de 1998
France Presse 
Os 15 membros do Conselho de Segurança se aproximam de um consenso sobre a decisão do Iraque de reiniciar sua cooperação com os inspetores das Nações Unidas e se reuniram novamente ontem para estudar a proposta de Bagdá.
O presidente do Conselho, o norte-americano Peter Burleigh, anunciou anteontem, depois de seis horas de discussões, que o Conselho suspendia sua reunião a portas fechadas até ontem, depois que o Iraque deu novos esclarecimentos por escrito, a pedido de Estados Unidos e Grã-Bretanha.
Os esclarecimentos podem tirar o Conselho do impasse, mas nada garante que as concessões iraquianas sejam suficientes para que Washington levante a ameaça militar que pende sobre Bagdá.
Grã-Bretanha e Estados Unidos buscam novos esclarecimentos e até agora rejeitaram uma proposta da Rússia que pedia para a decisão iraquiana ser registrada como uma resposta positiva ao apelo do secretário das Nações Unidas, Kofi Annan.
Anteontem, o assessor norte-americano em Segurança Nacional, Sandy Berger, havia declarado que a carta iraquiana e o anexo enviados a Annan eram inaceitáveis. O primeiro-ministro Tony Blair também denunciou a resposta iraquiana como condicionada.
Entretanto, os outros membros permanentes do Conselho, China, França e Rússia, elogiaram a decisão iraquiana.
O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, em uma carta a Annan, confirmou anteontem que o Iraque havia reconsiderado a decisão tomada no dia 5 de agosto cortando sua cooperação com os inspetores de armamento da ONU e a decisão de 31 de outubro, suspendendo toda cooperação.
A Grã-Bretanha também mantém suas opções abertas e seu embaixador, sir Jeremy Greenstock, disse à imprensa que as discussões do Conselho começam a orientar-se na direção correta. Estamos buscando um consenso.


