São Paulo - Três conselheiros do governo egípcio renunciaram ontem em meio à mais grave crise política vivida pelo país desde a deposição do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. As renúncias aumentam a seis o total de pessoas que deixaram o governo, desde que ele tomou o poder, em junho passado.
O Egito é palco de protestos diários e multitudinários favoráveis e contrários ao presidente Mohamed Mursi há duas semanas. Os problemas começaram em 22 de novembro, quando Mursi assinou decretos que lhe deram ''superpoderes'', na medida em que eximem qualquer decisão sua de análise judicial. Magistrados reclamaram, e Mursi chegou a se reunir com eles, mas não alterou os textos.
Conforme o presidente, os decretos visavam apenas proteger a elaboração da nova Constituição. No último dia 30, o texto foi aprovado, porém a assembleia constituinte estava dominada por islamistas pró-Mursi.
Ontem, manifestantes pró e anti Mursi se encontraram em frente ao palácio presidencial, na periferia do Cairo, e houve confronto. Manifestantes atiraram pedras e coquetéis molotov. A agência de notícias Efe afirma que duas pessoas - um homem e uma mulher - morreram. No centro da capital, na praça Tahrir, os pró-Mursi atacaram as tendas dos manifestantes anti-Mursi.

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