Dois veículos que transportavam 36 caixas de documentos vinculados ao relatório do promotor especial Kenneth Starr sobre o escândalo envolvendo a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky e o presidente dos Estados Unidos Bill Clinton chegaram ontem ao Congresso norte-americano, enquanto um grande número de curiosos esperava diante do Capitólio. Os documentos foram confiados ao sargento de armas da Câmara dos Representantes, segundo informou o presidente deste órgão, Newt Gingrich.
O sargento de armas, responsável pela segurança do Capitólio, guarda o relatório até que a Câmara decida se as acusações que envolvem o presidente Clinton são suficientes para se abrir um processo de impeachment.
‘‘Nenhum de nós pode divulgar o relatório antes que seja votado uma resolução’’ sobre o procedimento a seguir para seu exame, afirmou Gingrich.
Clinton procura apoio O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, tentou ontem conseguir o apoio dos principais dirigentes democratas do Congresso, ao se ver assediado em várias frentes: enquanto seus inimigos políticos aceleram a investigação contra ele, sua base partidária se deteriora por causa do escândalo Monica Lewinsky.
Em uma reunião com os congressistas de seu partido, convocada de forma precipitada e realizada ontem de manhã, Clinton pediu que o perdoassem pelo escândalo do caso com a ex-estagiária da Casa Branca.
‘‘O que vimos foi um pai, um marido, o líder de nosso país contrito, muito arrependido de suas ações’’, disse o representante David Bonior, que qualificou a reunião de ‘‘emocional’’.
Clinton combinou a reunião com Richard Gephardt, líder da bancada democrata da Câmara de Representantes, para onde o promotor especial Kenneth Starr enviou um informe sobre o desempenho de Clinton no caso Lewinsky e que pode significar um processo de sua destituição.
A Casa Branca tenta conseguir, quase em desespero, o apoio do Partido Democrata depois que vários de seus dirigentes criticaram abertamente Clinton por seu caso com Monica e por ter mentido à opinião pública.
Por exemplo, o governador de Maryland, Parris Glendening, que postula a reeleição, se negou a participar com Clinton de um evento de arrecadação de fundos.
Os congressistas democratas temem que o escândalo lhes faça perder as eleições legislativas de 3 de novembro, com as quais esperam recuperar a maioria no Congresso.
‘‘Obviamente, seu comportamento não ajuda nossas aspirações’’, disse Bonior.
Não obstante, assinalou que todos os representantes que assistiram à reunião ‘‘perdoaram o presidente’’, e manifestou sua confiança de que Clinton sobreviverá à pior crise de sua presidência.France PresseCom criançasEm Orlando, o presidente Clinton atende crianças de uma escolaFrance Presse

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