Congresso na África vai discutir a Aids
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Richard Ingham<BR>France Presse 
Paris Especialistas de toda a África se reúnem a partir do próximo domingo em Nairóbi, capital do Quênia, para avaliar a luta de vida e morte travada no continente contra a Aids, caracterizada por uma nova fase na qual dinheiro e medicamentos estão, finalmente, entrando na guerra. Com sorte, a XIII Conferência Internacional sobre Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis na África, que durará seis dias, poderá marcar o momento em que a guerra começou a ser vencida: quando os participantes de campanhas antiAids não se limitarem apenas a distribuir preservativos, mas também os remédios que tiveram sucesso em conter a pandemia nos países ricos.
O principal desafio hoje mudou para um programa de implementação, disse em entrevista Michel de Groulard, alto oficial da agência OnuAids.
Dois anos atrás, quando o grande fórum foi realizado pela última vez, o quadro da crise da Aids na África era persistentemente negro: estatísticas sombrias noticiadas na mídia, somadas à crônica falta de recursos e a um desleixo lamentável das empresas farmacêuticas. Desde então, os números têm sido ainda mais assustadores. Hoje, trinta milhões de pessoas residentes na África subsaariana têm Aids ou o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causadora da doença, segundo a OnuAids. Só no ano passado, 2,2 milhões de africanos morreram vítimas da doença.


