Congresso mantém sigilo sobre torturas da CIA
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
France Presse 
Washington - A Suprema Corte americana se negou, nesta segunda-feira (24), a considerar um recurso de defensores dos direitos humanos que exigiam a publicação completa de um informe do Senado sobre o uso da tortura por parte da agência de inteligência norte-americana CIA. "Trata-se de um golpe muito decepcionante para a transparência", afirmou Hina Shamsi, da ACLU, a mais influente organização de defesa dos direitos civis nos EUA, que apresentou o recurso.
Negando-se a considerar o caso, a Suprema Corte deixa em vigor uma sentença de um tribunal federal de Washington, segundo a qual o informe do Comitê de Inteligência do Senado não estava submetido às normas em vigor em matéria de liberdade de informação.
Com mais 6 mil páginas, o documento reflete uma ampla investigação legislativa sobre o polêmico programa de detenções secretas e interrogatórios agressivos da CIA, adotado após os atentados do 11 de Setembro, no governo George W. Bush. O relatório foi classificado como "segredo de defesa" e apenas um resumo de cerca de 500 páginas foi tornado público em dezembro de 2014.


