Washington - Congressistas republicanos e democratas e o presidente Barack Obama aproximavam-se de um acordo para aumentar o teto legal da dívida americana neste domingo, dois dias antes de o país cair em default com consequências para sua economia e a mundial.
O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, afirmou que o Congresso estava ''muito perto'' de um acordo. ''Estamos muito perto de um acordo, tivemos ontem (sábado) um excelente dia'', disse McConnell, afirmando que pensava convencer seus companheiros do Senado - dominado pelos democratas - para que dessem seu apoio.
O líder democrata do Senado, Harry Reid, também mostrou otimismo. ''Somos cautelosamente otimistas. Ainda há temas a serem resolvidos, e é necessário ter claro que não se chegou a um acordo. Somos otimistas de que conseguiremos, mas ainda não conseguimos'', afirmou.
O senador McConnell não deu detalhes sobre o texto em vias de ser negociado, mas indicou que levaria a redução de gastos nos próximos 10 anos para 3 trilhões de dólares, e que não prevê nenhuma alta de impostos.
Qualquer acordo deverá pôr fim à luta entre o Senado, onde os democratas são maioria, e a câmara baixa, onde ganham os republicanos e parlamentares próximos ao grupo conservador ''Tea Party'', que exigem um forte corte de gastos.
O Senado votou neste domingo contra encerrar o debate de uma proposta impulsionada por Reid, que portanto segue sobre a mesa e poderá ser usada como veículo para conseguir um acordo.
Um conselheiro de Obama disse que o dia de domingo era ''crucial'' para aumentar o teto legal do endividamento, atualmente em 14,3 trilhões de dólares, antes da meia-noite de terça para quarta-feira (01h00 de Brasília da quarta-feira), e evitar um default.
Segundo o conselheiro presidencial, o acordo sobre o qual a Casa Branca e os líderes dos dois partidos trabalham permitirá um aumento imediato do teto da dívida e se agregaria a isso o compromisso de reduzir os gastos do orçamento em 1 trilhão de dólares.
Posteriormente seria criada uma comissão cuja tarefa seria identificar outros pontos que poderiam ser submetidos a reduções de gastos antes do fim do ano.
Os Estados Unidos alcançaram seu limite legal da dívida de 14,3 trilhões de dólares (ou seja, quase 100% do PIB) em 16 de maio. Se até 2 de agosto não for enviado à Casa Branca um projeto de lei para elevar esse limite, a maior economia do mundo perderá sua capacidade de se endividar. Se não puder continuar se endividando, o governo esgotará suas reservas e não poderá pagar suas contas.

mockup