Congresso do PC chinês deve consolidar poder de Hun Jintao
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
France Presse 
Pequim O Partido Comunista Chinês (PCC) realiza hoje seu 17º congresso, em um encontro preparado de maneira cuidadosa e secreta para permitir que o líder da formação e atual presidente do país, Hun Jintao, consolide seu poder.
Não há dúvida de que as lideranças do partido sairão reforçadas do congresso e que o prestígio de Hu, como líder e unificador, irá aumentar, afirmou o especialista americano em China, Sidney Rittengerg, antigo membro do PCC e colaborador próximo de Mao.
Desta forma, apesar de mais de 2 mil delegados participarem do encontro, a maioria das decisões será adotada por um pequeno grupo dominante.
Há cinco anos, quando Hu chegou ao poder, precisou enfrentar a enorme influência do antecessor Jiang Zemin. Agora, no congresso de sua reeleição, ele estará cercado por uma equipe bastante fiel.
Durante o congresso é esperado que antigos membros da Juventude Comunista, da qual Hu foi dirigente máximo, sejam promovidos e alguns analistas acreditam que o sucessor do presidente sairá deste grupo. Os especialistas apontam ainda Li Keqiang, atual líder do PCC na província industrial de Liaoning (nordeste), e Xi Jinping, de Xangai, como outros dois candidatos prováveis para a sucessão.
Tanto para os chineses como para o resto do mundo já que o peso econômico e diplomático do gigante asiático tem aumentado nos últimos anos a questão não é tanto saber quem irá dirigir o país, e sim de que forma ele irá governar.
Hu afirmou, em um discurso em junho, que realizará um governo de desenvolvimento econômico mais científico, com menos corrupção e gastos desenfreados, baseado na harmonia social para reduzir as diferenças entre ricos e pobres.
No plano político, o congresso deverá servir para que o partido comunista se torne mais transparente, melhore o sistema governamental e aumente a participação da sociedade civil na tomada de decisões.
Todos os sinais recentes mostram que Hu se manterá dentro da democracia interna do partido para não acabar com seu ideal de harmonia dentro do partido e do país, diz o analista Willy Lam.
Contudo, para alguns observadores, Hu é mais inteligente do que aparenta. O congresso, que terá duração de uma semana, poderá ser o primeiro passo de uma reforma política mais profunda que levaria à separação do partido e do Estado.


