O governo da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) intensificou sexta-feira a ‘‘queda-de-braço’’ com as Nações Unidas, que já dura cinco meses, ao ordenar às agências humanitárias que abandonem, até amanhã, a região de Goma (Leste). O porta-voz da ONU, Fred Eckhard, afirmou sexta-feira em Nova York que o Ministério congolês do Interior decidiu expulsar ‘‘todos os refugiados ruandeses’’ que cruzaram a fronteira para escapar dos combates no Oeste de Ruanda.
Ontem, um clima confuso havia se instalado em Kinshasa, onde não houve reações oficiais, um dia depois de as autoridades anunciarem sua decisão de expulsar as agências humanitárias. A rádio e a televisão oficiais não deram importância a esta medida.
A delegação das Nações Unidas em Kinshasa não sabia quantas organizações haviam recebido ordem para deixar a região de Goma e quantas estão autorizadas a prosseguir suas atividades.
Diversas fontes afirmavam que a decisão afetará em particular o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), cujas atividades foram classificadas de ‘‘prejudiciais’’ no mês passado pelo Presidente Laurent-Desiré Kabila.
‘‘Sexta-feira, o Secretário Geral da ONU nos disse que todas as agências deviam deixar a região de Goma. Nesse sábado, os meios de comunicação internacionais afirmavam que algumas organizações poderão continuar suas atividades. Tudo é muito confuso’’, afirmou uma fonte ligada à representação da ONU.

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