Confusão na fronteira agrava tensão entre Chile e Peru
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terça-feira, 12 de junho de 2007
France Presse 
Lima- Distúrbios na cidade fronteiriça de Tacna, onde flores em homenagem ao embaixador chileno foram destruídas e queimadas, aumentaram a tensão entre Chile e Peru, que por si só já tem estado tensas devido à troca de declarações nos últimos dias entre chanceleres dos dois países.
Manifestantes de Tacna queimaram as flores destinadas o embaixador chileno em visita ao Peru, Cristián Barros, que se viu obrigado a suspender suas outras atividades programadas.
Consultado pela rádio Cooperativa de Santiago, o embaixador Barros minimizou o incidente: ''Foi um ato de provocação pequeno'', disse. No mesmo tom, a chancelaria chilena classificou a manifestação de ''um fato isolado''.
O incidente ocorreu logo depois de os chanceleres peruano, José García Belaunde, e chileno, Alejandro Foxley, terem trocado declarações relativas a um litígio de fronteiras.
No sábado passado, García Belaunde anunciou o envio de uma ''enérgica'' nota de protesto ao Chile porque os chilenos teriam pretendido ''confundir'' a delimitação marítima entre os dois países com a fronteira terrestre fixada por um tratado de 1929.
Por outro lado, na segunda-feira, o chanceler Foxley afirmou que o Chile não tem assuntos limítrofes pendentes com o Peru e está preparado para se defender juridicamente para fazer valer a delimitação pretendida.
Ontem, o presidente peruano Alan García pediu serenidade para tratar da polêmica marítima e criticou, seja em Lima ou em Santiago, os que afirmam que ''estão à beira de um conflito'' e os que semeiam ''insegurança, alarme e drama sobre um possível cataclismo''.


