Os confrontos entre as forças americanas e os rebeldes ligados ao líder radical xiita Moqtada al Sadr se intensificaram em Najaf ontem. Mais cedo, aviões de combate americanos bombardearam a parte antiga da cidade e tanques militares se aproximaram da mesquita do imã Ali. A cidade, sagrada para os xiitas e reduto dos seguidores de Al Sadr, vive um momento de tensão, com um impasse nas negociações sobre a entrega do controle do santuário para as autoridades religiosas do país. Durante a semana, o governo interino iraquiano lançou dois ultimatos para que Al Sadr desarmasse seus combatentes e saísse da mesquita. Mas o local permanecia ontem sob o domínio dos rebeldes.
Aparentemente, as forças americanas voltaram a formar um cerco em volta da parte antiga da cidade, restaurando um cordão de isolamento que havia sido desfeito nos últimos dias. Três morteiros explodiram perto de uma delegacia de polícia, local que vem sendo frequentemente alvo de ataques realizados pelos militantes. Não há informações sobre vítimas.
De acordo com Tawfiq Mohammed, médico do hospital de Najaf, ao menos três pessoas morreram e 18 ficaram feridas nos confrontos ocorridos durante a madrugada.
Um carro-bomba explodiu ontem ao norte de Bagdá (capital), matando duas pessoas e ferindo outras nove, informou o general Walid al Azawi, chefe de polícia da Província de Diyala. Segundo Al Azawi, o carro explodiu na cidade de Khalis, cerca de 70 km ao norte da capital. Ghassan al Khadran, um dos vários vice-governadores trabalhando na Província, ficou levemente ferido na explosão. Ele foi tratado em um hospital e depois liberado, disse o chefe da polícia. Al Azawi disse que os mortos e sete dos feridos eram guarda-costas do vice-governador. Um civil também ficou ferido, acrescentou. Segundo o chefe da polícia, o carro-bomba foi detonado por um suicida no momento em que passava um comboio do vice-governador.
Em Kufa, cidade próxima a Najaf, 40 militantes morreram ontem, de acordo com uma fonte do Ministério do Interior. No entanto, Mahmoud al Soudani, porta-voz de Al Sadr, chamou o anúncio das mortes de ''propaganda de governo'' e disse que apenas um militante morreu ontem na cidade.

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