Confrontos provocam mais mortes
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domingo, 14 de junho de 1998
Agência Estado/Ansa 
Duros combates entre tropas governamentais e forças rebeldes prosseguiram durante todo o dia de ontem em Guiné-Bissau. Segundo algumas agências noticiosas pelo menos 60 pessoas teriam morrido, mas correspondentes da Rádio e Televisão Portuguesa-África (RTP-A) contestaram esses dados. É impossível conhecer o número exato de mortos nesta altura do confuso quadro militar, disse um repórter da emissora. Podem ser 60 ou até mesmo mil ou mais.
Impacto de granadas de morteiro, foguetes e de projéteis de artilharia eram ouvidos a todo instante em Bissau (a capital do país africano), disparados por ambos os lados. A luta concentra-se no bairro de Brá, mas alguns projéteis chegaram a atingir o centro da cidade, praticamente deserta. Os prédios das embaixadas da Rússia e da França foram atingidos, mas não houve feridos, apenas danos.
Segundo a agência Ansa, a intensidade da luta na capital põe dúvidas sobre um comunicado do governo (expedido no sábado), segundo o qual os rebeldes haviam sofrido uma considerável redução em seu potencial bélico. Os rebeldes bombardearam também um barco de guerra do Senagal, quando tentava atracar no Porto de Bissau.
Cerca de 200 pessoas morreram afogadas na sexta-feira, quando tentavam atingir a Ilha de Bijagos no litoral de Guiné-Bissau para escapar aos combates no continente, informou ontem a agência portuguesa Lusa, sem dar detalhes do acidente.


