São Paulo- Ao menos nove pessoas --entre elas um japonês-- morreram ontem durante confrontos entre tropas e manifestantes nas ruas de Yangun, a maior cidade de Mianmar.
A violência ocorreu enquanto centenas de milhares de ativistas pró-democracia tomam as ruas para se manifestar contra o governo adnimistrado por uma junta militar.
Um japonês estaria entre as vítimas, de acordo com relatos da Embaixada do Japão. Ele foi identificado como o jornalista Kenji Nagai, 50, que trabalhava para a agência France Presse.
Ontem, confrontos entre tropas e manifestantes contrários à junta militar que governa o país deixaram três mortos --dois monges e um civil-- em Yangun.
Ao menos cem monges budistas foram agredidos e detidos por soldados, segundo testemunhas. Os protestos --os maiores em 20 anos-- se iniciaram em agosto, devido ao aumento no preço de combustíveis. A manifestação cresceu e ganhou adesão de vários grupos do país, que foram além da questão econômica e adentraram na seara política. ''Queremos liberdade!'', gritavam alguns dos manifestantes para os soldados nas ruas.
O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) informou ontem estar preocupado com a reação do governo militar de Mianmar contra manifestantes pacíficos.
A ONU anunciou que um enviado da entidade irá ao país para avaliar a situação. A secretária americana de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, exigiu que a junta militar dê um visto de entrada no país para o enviado especial da ONU, e também que permita o acesso do enviado à prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar em Yangun.

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