São Paulo - Pelo menos seis pessoas morreram desde a última segunda-feira em confrontos entre grupos sunitas e alauitas na cidade de Trípoli, no norte do Líbano. O acirramento entre as duas etnias acontece devido aos confrontos na vizinha Síria entre forças do ditador Bashar Al Assad e opositores, que começaram em março de 2011.
Os enfrentamentos acontecem nos bairros de Bab el-Tebaneh, de maioria sunita e aliado dos rebeldes sírios, e de Jabal Mohsen, alauita e leais a Assad. Os dois distritos são separados por apenas uma rua e são cenários de confrontos cada vez mais violentos.
Segundo a agência nacional de notícias do Líbano, cerca de 70 pessoas ficaram feridas. Na terça-feira, quatro moradores de Bab el Tebaneh, incluindo um adolescente de 13 anos, e dois de Jabal Mohsen morreram nos confrontos.
O primeiro-ministro libanês, Najub Mikati, mobilizou o Exército e as forças de segurança para tentar conter o que chamou de ''batalha absurda''. Os confrontos, que afetam com frequência a cidade portuária com moradores pró e anti-Assad, explodiram novamente na segunda. Desde o começo do conflito na Síria, esses dois bairros são cenário de combates entre seus habitantes, que também se estenderam a Beirute e a outras regiões do Líbano.
O aumento da violência coincide com a campanha de sequestros de cidadãos sírios lançada por um clã xiita libanês, o Mokdad, para conseguir a libertação de um de seus membros, supostamente capturado pelo Exército Livre Sírio.
A revolta na Síria exacerba a tensão no Líbano, que viveu 30 anos sob hegemonia síria, e o país se mantém profundamente dividido entre adversários e partidários de Assad, embora as autoridades tenham evitado tomar posição frente ao conflito sírio.

mockup