São Paulo - Dezessete pessoas foram mortas em episódios de violência no Egito ontem, enquanto manifestantes simpáticos ao presidente deposto Mohamed Morsi protestavam contra sua derrubada pelo Exército, disse a emissora de televisão estatal, citando dados do Ministério da Saúde. A emissora não deu mais detalhes. Mais de 200 pessoas ficaram feridas.
Dezenas de milhares de partidários da Irmandade Muçulmana, incitados por seu líder a manter a mobilização, protestaram ontem nas ruas de várias cidades egípcias para exigir o retorno do presidente Mohamed Morsi, derrubado pelo Exército, em meio a um clima de tensão extrema marcado por confrontos.
Segundo a agência estatal Mena, os seguidores de Morsi tinham tentado chegar até uma praça onde estão reunidas milhares de pessoas que acompanharam a manifestação convocada por grupos não islamitas e ativistas revolucionários a favor do exército.
Os opositores a Morsi impediram então a passagem dos islamitas, que começaram a disparar balas de borracha contra os primeiros. Após a chegada dos tanques militares, muitos dos manifestantes abandonaram a região, onde havia veículos incendiados e barricadas.
Previamente, as Forças Armadas tinham advertido em comunicado que protegeriam os manifestantes "pacíficos" de toda "provocação ou ataque". Mais cedo, o Exército atirou contra manifestantes que protestavam em frente à sede da Guarda Republicana, onde Morsi se encontra detido.

mockup