Confrontos e ameaças na Cisjordânia
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de setembro de 1998
France Presse 
Oitenta e nove palestinos foram feridos, ontem, em consequência de disparos efetuados por soldados israelenses próximo de Ramala, na Cisjordânia, segundo fontes palestinas.
Os confrontos mais violentos aconteceram próximo a El-Bireh, onde quatro palestinos estão em um estado considerado grave após serem atingidos na cabeça e no tórax por balas de borracha.
Por outro lado, o braço armado do Movimento da Resistência islâmica Hamas, Ezzedin al-Kassam, ameaçou ontem Israel com uma resposta dolorosa por ter matado quinta-feira seus dois chefes militares Adel e Imal Awadalá. A mensagem ameaçadora foi lida durante uma manifestação em Ramalá.
Em Jerusalém, informou-se ontem que as negociações do emissário norte-americano Dennis Ross com os dirigentes israelenses e palestinos continuavam sem dar resultados ontem, no quarto dia de sua missão de mediação, segundo as duas partes.
A morte, na última quinta-feira, de Adel Awasalá e de seu irmão Imad, dois representantes do braço militar do Hamas, por um comando israelense provocou um aumento da tensão.
Ross tinha previsto se encontrar novamente com Yasser Arafat em Nablus, e mais tarde com Benjamin Netanyahu.
A rádio pública, citando altos funcionários israelenses, informou ontem que as negociações haviam entrado numa fase de regressão.
Em Israel, o Exército está de prontidão, esperando atentados terroristas prometidos pelo Hamas, em represália à morte de líderes da organização. O clima é tenso e, até por isto, os observadores duvidam que a missão de Dennis Ross consiga melhor resultado que o das oportunidades anteriores, mas o negociador não pretende desistir, no momento.


