Confrontos deixam 7 mortos em Jerusalém
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sexta-feira, 29 de setembro de 2000
France Presse De Jerusalém 
Violentos confrontos entre palestinos e as forças de segurança israelenses ensanguentaram ontem a velha cidade de Jerusalém, fazendo sete mortos e 220 feridos entre os palestinos, o que vem ameaçar ainda mais um processo de paz já moribundo.
Os graves incidentes, imediatamente atribuídos aos palestinos pelo primeiro-ministro israelense Ehud Barak, foram registrados depois de três ataques que custaram a vida a dois soldados israelenses quarta-feira, nos territórios ocupados.
Durante cerca de três horas, policiais e soldados israelenses atiraram com balas de verdade ou de borracha na multidão, depois de atingidos por algumas pedras atiradas por palestinos.
Trata-se do segundo incidente deste tipo em dois dias na Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar santo do islã, um local venerado por judeus com o nome de Monte do Templo, e situado no centro de Jerusalém. A Autoridade Palestina apelou na noite de ontem para uma greve geral de protesto, hoje, em todos os territórios palestinos.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu aos israelenses e aos palestinos moderação, enquanto que a secretária de Estado americana, Madeleine Albright, telefonou ao presidente palestino Yasser Arafat e ao chefe da diplomacia israelense Shlomo Ben Ami para estimulá-los a continuar a trabalhar pela paz.
Os Estados Unidos condenaram a violência praticada por ambas as partes , em declaração divulgada pela Casa Branca.
O Egito, onde Arafat deverá hoje, lamentou os acontecimentos sangrentos em Jerusalém, num momento em que são empregados esforços dos dois lados para suplantar os obstáculos que entravam as negociações de paz.
As forças de segurança israelenses já haviam aberto fogo quinta-feira contra centenas de palestinos reunidos na Esplanada para protestar contra a visita do líder da oposição de direita israelense, Ariel Sharon. Houve centenas de feridos.
Barak havia acusado os palestinos de responsabilidade pela violência. Pequenos incidentes que não fizeram feridos, explodiram em Belém (sul de Jerusalém), Nablus (norte da Cisjordânia) e em Atarot (norte de Jerusalém), segundo o exército israelense.
Os incidentes começaram quando os palestinos atiraram pedras contra as forças de segurança israelenses que fazem a guarda permanente nas nove portas que dão acesso à Esplanada, e contra os judeus que vieram rezar no Muro das Lamentações, por ocasião do Sabah e do Novo Ano judeu, celebrado a partir da noite de ontem.


